Voltar ao topo

A Associação para a “Recuperación de la Memoria Histórica (ARMH) apresentou denúncia em abril, que será incorporada à causa que investiga o juiz María Servini por crimes contra a humanidade, em Buenos Aires.

O juiz teria admitido a denúncia apresentada à ARMH, a qual forneceu informação pertinente à Espanha. A associação decidiu levar o assunto até Servini, que já investiga há vários anos os crimes franquistas. Em abril de 2015, trouxe à tona um informe da “Jefatura Superior de Policía de Granada” elaborado em 1965, em que há alusão ao assassinato de Garcia Lorca, no entorno de Fuente Grande, em Alfacar (Granada).

Na denúncia apresentada pela ARMH, expõe-se que nesse informe consta Garcia Lorca identificado como socialista, em nome de seu vínculo com Fernando de los Rios e outros. O documento diz ainda que, quando se produziu a rebelião liderada por Franco (“Glorioso Movimento Nacional), Garcia Lorca se encontrava em Granada, onde havia chegado dias antes de Madrid, cidade em que morava.

Em informação da denúncia, no lapso de poucos dias se praticaram o registro do seu domicílio, seu consequente refúgio na casa de amigos, onde permaneceu até a sua detenção, a qual o documento situa entre os últimos dias de julho e os primeiros de agosto, de 1965.

Uma vez efetuada a detenção, Garcia Lorca foi conduzido aos calabouços do Governo Civil.

A Associação transladou todo esse assunto ao juiz Servini e lhe instou a pedir ao Ministério do Interior o informe redigido pela 3ª brigada regional de investigação social da “Jefatura Superior de Policía de Granada”, e que se dirija ao governador civil dessa província.

Garcia Lorca

 

Fonte: http://memoriahistorica.org.es/s1-news/c3-destacado/la-justicia-argentina-investigara-el-asesinato-de-garcia-lorca-tras-una-denuncia-de-memorialistas/

Notícias relacionadas

Deixe um comentário