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Desaparecido desde 1971, Aylton Adalberto Mortati foi um militante no período da ditadura militar brasileira. Havia sido preso em 1968, após participar de um congresso de estudantes, e no ano seguinte participou do sequesto de um avião que o levaria a Cuba. Dois anos depois, voltou ao Brasil para participar da resistência armada, tendo passado por um treinamento para guerrilha.
Em 4 de novembro de 1971, o aparelho em que vivia foi “estourado” pelos militares, e Aylton desapareceu, não havendo maiores informações sobre ele nos documentos oficiais do regime.
No último dia 27, o Ministério Público denunciou os responsáveis pelo sequestro de Mortati: Walter Lang (policial civil), Cyrino Francisco de Paula Filho (delegado) e Dirceu Gravina (investigador). Esta é a 32ª ação penal ajuizada na tentativa de apurar e julgar os crimes da ditadura militar, e resta o questionamento: continuará o STF a entender que a Lei de Anistia deve ser aplicada aos perpetradores de violações de direitos humanos cometidas pelo Estado e/ou autorizadas por este?

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