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O quadro político nacional, marcado por altos índices de corrupção institucional, e a falha sistemática e patológica na segurança pública tem influenciado no crescente apoio da população brasileira frente à hipótese de um golpe de Estado. Segundo levantamento realizada pelo Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação (parte do Programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) e composto por representantes dos Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de Brasília, Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Universidade Estadual de Campinas), entre 15 e 23 de março de 2018 , 53,2% dos pesquisados afirmaram apoio a um golpe militar, 41,3% discordaram dessa possibilidade e 5,6% não responderam ou não souberam fazê-lo; todos relativos à premissa de excesso de criminalidade no país

Tais respostas foram emitidas tendo em consideração o excesso de criminalidade no país. Contudo, a alteração das premissas, como um cenário de alto grau de corrupção ou de excesso de desemprego, cominou na redução do percentual, apesar de, no caso da primeira, a redução não ter sido substancial, já que 47,8% dos entrevistados considerarem justificado um golpe de Estado em tal cenário

Ademais a pesquisa evidencia a redução da confiança nas instituições e um enfraquecimento da democracia, o que gera, nas palavras do coordenador do projeto – Leonardo Avritzer – a criação de um ambiente de “imprevisibilidade absoluta”, à medida que não se pode identificar um padrão comportamental político da população e as escolhas a serem feitas no processo eleitoral. Fenômeno esse plenamente capaz de intensificação, fruto da redução progressiva de confiança institucional.

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