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Foi anunciada no dia 19 de abril de 2018, no salão nobre da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, a Comissão Popular da Verdade, que tem como objetivo a denúncia de violações aos direitos humanos que estão sendo cometidas durante a intervenção militar no Rio de Janeiro. A cerimônia foi aberta ao público e estavam presentes moradores de favelas, representantes de movimentos populares, organizações de direitos humanos, entre outros.

Para o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presente na ocasião, o assassinato de Marielle Franco (PSOL) revela a urgência da Comissão. Segundo ele, “Essa intervenção é uma farsa, é instrumento eleitoral. Não há qualquer planejamento, o que a torna ainda mais perigosa porque qualquer coisa pode ser feita nas periferias e favelas. Então é importante a gente estar pensando a Comissão Popular da Verdade.”. Kátia Lopes, da Federação das Associações de Favelas do Rio (Faferj), afirma que a Comissão tem também como propósito mostrar que os recursos direcionados à intervenção deveriam ser investidos em saúde, moradia e educação, e não em violência contra a população. Afirma também que “Essa Comissão é popular porque o poder vem do povo. Estamos juntos porque queremos a verdade dita pela população e não pela intervenção”.

Já ocorreram desde então, novas ações, como reuniões para construção de uma agenda de visitas às periferias a fim de dialogar com moradores sobre a intervenção militar, sendo a primeira no dia 25 de abril de 2018. Está em desenvolvimento um aplicativo para smartphones com o objetivo de coleta de denúncias anônimas sobre a atuação do Exército. No momento, o único canal de denúncias é o telefone (21) 97145 6898 (atendimento diário, de 9h às 18h).

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