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Relatório final da Comissão Estadual do Amapá apresenta indícios de um cemitério clandestino na vila de Clevelândia do Norte, no município de Oiapoque (600 km de Macapá), já na fronteira com a Guiana Francesa, onde provavelmente estariam os restos mortais dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia.

Conforme o presidente da comissão, Dorival Santos, “Clevelândia era uma colônia militar desde os anos 20, e testemunhas que viveram ali indicam a possibilidade de que parte dos guerrilheiros tenha sido enterrada lá.”

O depoimento do militar Valdim Pereira de Souza foi crucial para a investigação. Souza foi motorista do próprio Major Curió, responsável direto pelas operações realizadas na região do Araguaia. Em seu depoimento, ele afirma a existência de “Operações de Limpeza” na região que visavam ocultar qualquer vestígios das violações cometidas. Outro depoimento que confirma tal visão, foi o do militante Paulo Fonteles, ao afirmar que o Amapá era um “cenário obscuro de desaparecidos da guerrilha, principalmente, no que concerne a ocultação de cadáveres de guerrilheiros”

O MPF do Amapá já enviou pedidos para a realização de buscas na região. As buscas por ossadas de combatentes e camponeses desaparecidos na Guerrilha do Araguaia começaram em 2011 , pelo GTA (Grupo de Trabalho do Araguaia), formado por integrantes do Ministério dos Direitos Humanos, da Justiça e da Defesa.

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