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Quatro ex-militares do alto escalão foram considerados culpados por crimes contra a humanidade, inclusive abuso sexual contra a ativista Guadalupe Molina Theissen e o desaparecimento forçado de Marco Antonio Theissen Álvarez de Molina, ambos em 1981. Tais crimes estão relacionados à “doutrina de segurança nacional”, lecionada aos militares guatemaltecas na Argentina e adotada como forma de torturar, matar, para garantir a segurança nacional contra comunistas ou críticos e da ditadura militar. Dentre os capturados, estava Molina Theissen, ativista política que, em 1981 foi levada a interrogatório na base militar clandestina de Quetzaltenango, ocasião em que foi privada de comida e submetida a diversas formas de tortura. Entretanto, Molina conseguiu escapar e, diante das tentativas frustradas de recapturá-la, seu irmão, Marco Antonio, à época, com apenas 14 anos de idade foi levado pelos militares.

Dados da Comissão da Verdade no país estimam que, durante o Regime Militar, estima-se que aproximadamente 5.000 (cinco mil) crianças tenham sido vítimas de desaparecimento forçado; valendo destacar que, em 2000, o Estado da Guatemala admitiu sua responsabilidade pelos crimes contra a família Molina Theissen, entretanto, apenas em 2018, os agentes envolvidos foram responsabilizados.

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