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A passeata dos 100 mil, primeira grande manifestação contra o Regime Militar, completará 50 anos no dia 26 de junho.

A organização teve início 3 meses antes da execução em si, em 28 de março de 1968. Isso ocorreu devido à morte do estudante Edson Luis de Lima Souto, assassinado no restaurante Calabouço, no Rio. Dezenas de milhares acompanharam o velório e a Missa de Sétimo Dia do adolescente. A formação da passeata teve colaboração de artistas, de intelectuais e da Igreja Católica.

Partindo da Cinelândia, no Rio de Janeiro, nas primeiras horas da manhã, a multidão seguiu protestando até a Assembleia Legislativa, clamando o fim da repressão e da censura, bem como a volta da democracia. Não houve intervenção policial no evento. Artistas como Nana Caymmi, Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso estiveram presentes.

“Não é uma coisa que se esqueça. Foi muito forte. A gente estava, todo mundo, com várias questões em mente e havia reuniões frequentes nas casas das pessoas e nos teatros. (…)Era o momento de dizer não para várias coisas que estavam acontecendo. A gente queria votar, a gente queria o fim da censura, a gente queria uma série de coisas que, na verdade, depois dessa movimentação toda, até pioraram”, declarou Joyce Moreno, cantora.

Apesar da magnitude da manifestação, a ditadura só encontrou seu fim duas décadas depois.

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