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Em 2013 Karen Keilt enviou uma mensagem à Comissão Nacional da Verdade, que expunha o fato de ter sido abordada por policiais em sua casa, no dia 19 de maio de 1976, que afirmavam que ela e seu marido seriam presos por tráfico de drogas. O casal foi levado à força para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), onde sofreram espancamentos e torturas. Ficaram presos por 45 dias, que tornaram o marido de Keilt dependente de uma bengala para o resto de uma vida, e o influenciaram a cometer suicídio, em 2001.

Ela afirma que por quatro décadas acreditou que tinham sido vítimas de um golpe para conseguir dinheiro, mas que após ter testemunhado à CNV e pesquisado mais sobre o passado do pai, passou a desconfiar que ele tivesse conexões com a CIA. Após a liberação dos documentos da CIA sobre Geisel, em maio, Keilt encontrou um arquivo que indica que o pai trabalhou para a CIA até 1975.

O casal foi preso sem nenhuma acusação formal. Foi insistido que assinassem uma confissão por tráfico de drogas, o que recusaram. Karen acredita que foram vítimas a fim de atingir seu pai, e mostrá-lo que “ele não era todo-poderoso”, por ser da CIA.

Keilt nunca buscou justiça no Brasil, mas recentemente entrou em contato com advogados britânicos a fim de iniciar uma ação contra o governo brasileiro a fim de rever a Lei da Anistia. O processo não foi iniciado ainda por se tratar de uma ação coletiva, e Keilt não ter contato com outras vítimas.

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