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É esperado que cerca de 90 representantes das Forças Armadas lancem candidatura nas eleições de 2018. Essa é a maior incursão política desde o fim da ditadura militar, há 30 anos. A presidência é um dos cargos almejados.

A iniciativa provém de uma necessidade de “resgatar o país de uma liderança política enraizada que desarrumou a economia, fracassou em conter a violência e desviou bilhões de dólares em esquemas de corrupção”.

Foi declarado por destacados generais da reserva que, caso os resultados das eleições não tragam mudanças rápido o suficiente, líderes das Forças Armadas podem ser obrigados a intervir.

Antonio Mourão, general de quatro estrelas, acredita que uma intervenção militar pode ser necessária para afastar definitivamente a classe política corrupta dominante. Apesar disso, declarou que “ainda acreditamos que o processo eleitoral vai representar uma solução preliminar para que possamos mudar de curso”.

Segundo especialistas, é remota a chance de uma intervenção militar, mas o crescente perfil público de figuras ligadas às Forças Armadas deve ser observado com atenção.

O cientista político da UFRJ, Maurício Santoro, afirma que embora uma ditadura duradoura não seja um desejo dos brasileiros, muitos, em especial aqueles que não vivenciaram o período ditatorial, parecem acreditar na ideia de uma breve intervenção. Segundo ele, “Há muitos no Brasil que parecem favoráveis à ideia de o exército afastar a classe política atual e, em seis meses, convocar novas eleições”

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