POPULAÇÃO WAIMIRI ATROARI APRESENTA MAPA COM LOCAIS DE MASSACRES COMETIDOS DURANTE A CONSTRUÇÃO DA BR-174, À JUSTIÇA

abril 26, 2018

Justiça de Transição

Em março deste ano, o povo Waimiri Atroari, por meio de suas lideranças, em audiência pública, apresentou mapa, à Justiça, com os locais, contendo 21 centros de memória, considerados como sagrados pela comunidade. Os indígenas, bem como o Ministério Público Federal, requerem a indenização por violações perpetradas durante o regime militar, na região do Amazonas, entre as quais constam o genocídio de mais de 2,6 mil indígenas Waimiri-Atroari na construção da rodovia BR-174. Os locais identificados tratam-se de zonas nas quais houveram a morte de membros da comunidade devido a bombardeios realizados, regiões de plantio, caça e cemitérios que foram destruídos com os ataques, de modo a conservar a memória desse momento de grave agressão à comunidade.

Uma ação do Ministério Público Federal já havia sido ajuizada em agosto do ano passado, visando ao reconhecimento e à reparação, por meio de indenização no total de 50 milhões de reais. E, em janeiro deste ano, a Justiça reconheceu as violações sofridas pelos indígenas que, conforme, dados apresentados no relatório da Comissão Nacional da Verdade sofreram uma redução de 3 mil, na década de 1970, para apenas 332 indígenas vivos na década de 1980, período de maior atividade do empreendimento de construção da rodovia; revelando a invasividade fruto do empreendimento na saúde física – à medida que, como relatou o líder indígena Ewepe Marcelo, inúmeras enfermidades assolaram a população após a iniciação do projeto -, psicológica e simbólica da comunidade Waimiri Atroari.

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